Professora que fez apelo ao presidente vem recebendo ameaças de morte

Fátima diz ter arrependido de não ter dito "policia" ao invés de "exercito"

(Imagem: reprodução) 

Professora Fátima Montenegro, desabafou sua indignação ao falar com o presidente Jair Bolsonaro na entrada do Alvorada, sobre o isolamento horizontal e abrangente paralisia da economia praticado por uma boa parte de governadores. Em entrevista para o site Metrópoles, ela afirma que depois que seu vídeo foi publicado nas redes sociais vem sofrendo ameaças.

Estão me ameaçando, não param de me ligar. Tenho meus dois filhos. Não tive intenção nenhuma, maldade de ninguém. Estou acordada até agora, não dormir nesta noite”, disse a professora. Ela acredita que o número de seu telefone foi vazado na internet.

Não conheço o presidente, não foi nada armado. Pedi para ele isso. Na verdade, levei meus filhos para passear. Aí fiquei emocionada. Como vou prover meu lar? Não faço outra coisa a não ser dar aulas. Me deixem em paz. Quero continuar minha vida como era (...) Eu tenho dois filhos, moro sozinha. Estão brincado com minha vida”, relatou isso após ser questionada sobre ter armado tudo com o presidente.

Por que falei isso? Não pedi intervenção [militar]. Se não estão deixando abrir o comércio, não pode deixar ninguém fazer [nada], põe o exército para pelo menos proteger a gente. Não tive outra intenção. Me arrependi tanto de falar isso. Por que não veio polícia na minha cabeça?” completou Fátima ao dizer que a maioria das ameaças advém do fato, de ter pedido a Bolsonaro ajuda dos militares.


(Fátima Montenegro)